BRENDA GABRIELA E SEU SEQUESTRO
Quando eu estava para sair do Curso Colegial, lá pelos meus 18 anos, era chique ser ateu. Fé era coisa de velhinhas cheirando a naftalina. Velhos e velhas, já agora com o pé na cova, medo da morte e do desconhecido, voltavam-se para um mito a que se convencionou chamar DEUS!
Todos nós, tornados verdadeiros "sábios da Grécia", assim mesmo, entre aspas, concluímos que tudo foi obra do acaso, que Deus não passava de mito, e que religião foi inventada para intimidar o homem e mantê-lo sob controle. Do Estado.
A Religião é o ópio do povo, bradavam principalmente os comunistas, mas não só eles. A religião pode realmente tornar-se em ópio, e dos piores. Principalmente quando a razão é deixada de lado. Fé e Ciência, como asseverou João Paulo II em uma de suas encíclicas, não são opostas entre si, nem se contradizem. Além da religião há inúmeros outros "ópios" para narcotizar o povo: a novela das oito, o BBB, a política, o futebol (este um dos mais potentes). É interessante como atribuímos tudo à sorte, ao acaso, etc.
Se pararmos um pouco, somente um pouco, e analisarmos certos achados da Ciência, veremos que a opção "acaso" não se sustenta. Veremos também que certas afirmações dos cientistas são tão ou mais dogmáticas do que as da religião. Como bem disse um antigo professor, ainda nos tempos do Colégio, "Ciência trata de matéria; Religião, de coisas espirituais. Nunca conseguiremos colocar um lâmina sobre a platina de um microscópio e provar a existência ou a não existência de Deus". Estava correto. O autor do livro bíblico de Hebreus afirma, definindo fé: "Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova de fatos que não se podem ver". Fé que precisa de provas deixa de ser fé, porque baseada em constatação visual, tátil, etc. Quando acreditamos em algo, seja religião, doutrina política, ou no amor da namorada, prescindimos de provas.
Há coisa de 15 dias, uma menininha de 4 anos sumiu, levada por um homem. Sua mãe, crente da Igreja Pentecostal Deus é Amor, perdeu-a de vista e alguém a levou. Seu irmãozinho (cerca de seis anos) viu quando um homem passou a mão sobre sua cabecinha e saiu com ela. Na inocência de seus seis anos, achou normal. Somente quando o sumiço da garotinha foi notado é que ele, possivelmente perguntado se não a vira, descreveu o homem. A Polícia começou a tratar do caso como sequestro e todos esperavam o pior.
Ontem, porém, dia 25.06.2012, o homem que a levara entrou numa loja (parece que de doces) com a menina no colo, que foi reconhecida pelo funcionário, um jovem que mora perto da família da menina. Segurou o homem e chamou a polícia. O episódio, com tudo para acabar em tragédia acabou bem. A menina não foi morta e, ao que parece, não sofreu abuso sexual, etc. Apenas - segundo o noticiário - passou frio e fome, apanhou um pouco, mas submetida a exame de corpo de delito, nada foi constatado. Não é pouco, mas poderia ser muito pior.
É claro que o episódio deixa sua marca. Tanto na psique da menina, ainda tão pequena, como na da família (irmãos, mãe, avô), mas GRAÇAS AO BOM DEUS, está sã e salva, devolvida à família.
Comentários exaustivos ouvidos de TODOS os repórteres, jornalistas, polícia e, mesmo, pelo funcionário da loja que a reconheceu: SORTE! Nem por um único instante alguém atribuiu a Deus a incolumidade física (e oxalá mental) da garotinha. Claro! Quem vai pagar mico de afirmar que Deus a guardou de um destino cruel? Não fica bem! É piegas. Mesmo porque muitas outras crianças não tiveram a mesma ...... SORTE!
Somos muito arrogantes! Haja cocadas para que nos tornemos seus reis!
A Igreja Deus é Amor é uma igreja de pessoas humildes, incultas e muito simples em sua maioria. Quem, porém, conhece de perto alguma dessas pessoas, como eu conheço, verá que se trata de pessoas com uma fé simples, quase inocente; mas sincera e profunda.
Aprouve a Deus - tenho certeza - preservar Brenda Gabriela.
Por que não outras crianças não sabemos. E talvez não nos caiba sabê-lo. Somos uns chatos. Queremos respostas e razões para tudo, mas quando chega o momento e a ocasião de reconhecermos o poder e a salvadora mão de Deus, intervindo a seu tempo, preferimos atribuir à SORTE.
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