terça-feira, 26 de junho de 2012


BRENDA GABRIELA E SEU SEQUESTRO


Quando eu estava para sair do Curso Colegial, lá pelos meus 18 anos, era chique ser ateu. Fé era coisa de velhinhas cheirando a naftalina. Velhos e velhas, já agora com o pé na cova, medo da morte e do desconhecido, voltavam-se para um mito a que se convencionou chamar DEUS!

Todos nós, tornados verdadeiros "sábios da Grécia", assim mesmo, entre aspas, concluímos que tudo foi obra do acaso, que Deus não passava de mito, e que religião foi inventada para intimidar o homem e mantê-lo sob controle. Do Estado.

A Religião é o ópio do povo, bradavam principalmente os comunistas, mas não só eles. A religião pode realmente tornar-se em ópio, e dos piores. Principalmente quando a razão é deixada de lado. Fé e Ciência, como asseverou João Paulo II em uma de suas encíclicas, não são opostas entre si, nem se contradizem. Além da religião há inúmeros outros "ópios" para narcotizar o povo: a novela das oito, o BBB, a política, o futebol (este um dos mais potentes). É interessante como atribuímos tudo à sorte, ao acaso, etc.

Se pararmos um pouco, somente um pouco, e analisarmos certos achados da Ciência, veremos que a opção "acaso" não se sustenta. Veremos também que certas afirmações dos cientistas são tão ou mais dogmáticas do que as da religião. Como bem disse um antigo professor, ainda nos tempos do Colégio, "Ciência trata de matéria; Religião, de coisas espirituais. Nunca conseguiremos colocar um lâmina sobre a platina de um microscópio e provar a existência ou a não existência de Deus". Estava correto. O autor do livro bíblico de Hebreus afirma, definindo fé: "Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova de fatos que não se podem ver". Fé que precisa de provas deixa de ser fé, porque baseada em constatação visual, tátil, etc. Quando acreditamos em algo, seja religião, doutrina política, ou no amor da namorada, prescindimos de provas.

Há coisa de 15 dias, uma menininha de 4 anos sumiu, levada por um homem. Sua mãe, crente da Igreja Pentecostal Deus é Amor, perdeu-a de vista e alguém a levou. Seu irmãozinho (cerca de seis anos) viu quando um homem passou a mão sobre sua cabecinha e saiu com ela. Na inocência de seus seis anos, achou normal. Somente quando o sumiço da garotinha foi notado é que ele, possivelmente perguntado se não a vira, descreveu o homem. A Polícia começou a tratar do caso como sequestro e todos esperavam o pior.

Ontem, porém, dia 25.06.2012, o homem que a levara entrou numa loja (parece que de doces) com a menina no colo, que foi reconhecida pelo funcionário, um jovem que mora perto da família da menina. Segurou o homem e chamou a polícia. O episódio, com tudo para acabar em tragédia acabou bem. A menina não foi morta e, ao que parece, não sofreu abuso sexual, etc. Apenas - segundo o noticiário - passou frio e fome, apanhou um pouco, mas submetida a exame de corpo de delito, nada foi constatado. Não é pouco, mas poderia ser muito pior.

É claro que o episódio deixa sua marca. Tanto na psique da menina, ainda tão pequena, como na da família (irmãos, mãe, avô), mas GRAÇAS AO BOM DEUS, está sã e salva, devolvida à família.

Comentários exaustivos ouvidos de TODOS os repórteres, jornalistas, polícia e, mesmo, pelo funcionário da loja que a reconheceu: SORTE! Nem por um único instante alguém atribuiu a Deus a incolumidade física (e oxalá mental) da garotinha. Claro! Quem vai pagar mico de afirmar que Deus a guardou de um destino cruel? Não fica bem! É piegas. Mesmo porque muitas outras crianças não tiveram a mesma ...... SORTE!

Somos muito arrogantes! Haja cocadas para que nos tornemos seus reis!
A Igreja Deus é Amor é uma igreja de pessoas humildes, incultas e muito simples em sua maioria. Quem, porém, conhece de perto alguma dessas pessoas, como eu conheço, verá que se trata de pessoas com uma fé simples, quase inocente; mas sincera e profunda.

Aprouve a Deus - tenho certeza - preservar Brenda Gabriela.
Por que não outras crianças não sabemos. E talvez não nos caiba sabê-lo. Somos uns chatos. Queremos respostas e razões para tudo, mas quando chega o momento e a ocasião de reconhecermos o poder e a salvadora mão de Deus, intervindo a seu tempo, preferimos atribuir à SORTE.






Justiça obriga supermercados a voltarem a distribuir sacolas em SP


25 de junho de 2012


Medida deve ser implementada em até 48 horas, diz juíza Cynthia Torres.
Ação foi movida por associação de defesa do consumidor; cabe recurso.

Do G1 SP
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A juíza Cynthia Torres Cristófaro, da 1ª Vara Central da capital paulista, determinou nesta segunda-feira (25) que os supermercados de São Paulo voltem a distribuir, em até 48 horas,  embalagens "adequadas e em quantidade suficientes" gratuitamente. Além disso, a juíza dá prazo de 30 dias para que os estabelecimentos passem a fornecer, também gratuitamente e em quantidade suficiente, embalagens de material biodegradável ou de papel.
A decisão é uma consequência da ação civil pública movida pela Associação Civil SOS Consumidor. A associação contesta a decisão da Associação Paulista de Supermercados (APAS). A Apas quer manter o veto às sacolinhas plásticas e propor reajustes no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que foi derrubado na semana passada pelo Conselho Superior do Ministério Público.
A sentença, proferida por uma juíza da primeira instância, pode ser contestada com recurso. OG1 busca contato com a Associação Paulista de Supermercados (APAS), mas não obteve retorno.

Decisão da juíza
Na decisão, a a juíza Cynthia Torres afirma que entregar embalagens é prática comum.  “É notório que a prática comercial costumeira é do fornecimento do lojista de embalagem para que o consumidor leve consigo as mercadorias que adquire, isso ocorrendo em lojas de diversos ramos de atividade”, afirmou na decisão.
A juíza ainda questiona o posicionamento dos supermercados em suas contrapartidas ao fim das sacolinhas. "A solução, portanto, nitidamente onera desproporcionalmente o consumidor.  E diga-se de passagem que, não tendo os supermercados adotado qualquer providência para substituir as várias embalagens de plástico que internamente utilizam (lá estão os saquinhos de plástico para separar itens vendidos a granel, como frutas, e levá-los a pesar), não trataram mesmo de implementar adequadamente iniciativa de preservação ambiental, chamando a atenção que a parte que oneraria com exclusividade o fornecedor tenha sido justamente a omitida", escreveu a juíza na sentença.
Entenda o acordo
O acordo que previa o fim da distribuição de sacolinhas plásticas em São Paulo foi derrubado na terça-feira (19) pelo Ministério Público, mas as sacolinhas plásticas não voltaram a ser distribuídas imediatamente. A Apas havia informado que iria manter o veto às sacolinhas e apresentar ajustes no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) em reunião com a Fundação Procon.
Os consumidores que se sentirem prejudicados pela falta das embalagens devem a procurar o Procon, segundo a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em São Paulo. Os supermercados alegam não existir lei específica que obrigue a entrega de embalagem para compras, mas a  OAB argumenta que o Código de Defesa do Consumidor prevê que os estabelecimentos prestem serviços "adequados".

Antes da decisão da Justiça, a Fundação Procon informou que iria analisar com o Ministério Público o novo documento elaborado pela Apas com uma alternativa às sacolinhas. Caso a proposta não fosse adequada, “os supermercados deverão oferecer uma alternativa ao consumidor” para levar as compras. Até esta segunda-feira, não havia sido realizada a reunião entre Apas, Procon e MP para avaliar um novo acordo.
ENTENDA A DISCUSSÃO SOBRE A LIBERAÇÃO DAS SACOLAS
Objetivo da medida                        
A Associação Paulista de Supermercados (Apas) diz que a meta é reduzir a distribuição de sacolas derivadas de petróleo, que causam “grande impacto na qualidade de vida das cidades”.
Queda da proibição
O TAC foi encaminhado ao Conselho Superior do Ministério Público, que julgou que ele não é válido. O órgão entendeu que ele fere o Código de Defesa do Consumidor. Segundo a Promotoria, ele não garante o equilíbrio entre fornecedor e consumidor, impondo aos clientes o ônus de ter que arcar com a proteção do meio ambiente comprando sacolas reutilizáveis.

De acordo com a MP, a decisão sobre a volta da distribuição das sacolas plásticas “agora é questão da associação de classe, pois o impedimento [da distribuição] ajustado no TAC não vigora mais”.
Apas justifica veto
Na semana passada, a Apas informou que não há lei que obrigue os supermercados a fornecerem sacolinhas. Segundo a entidade, o TAC ainda é válido. “Deixa de ter o condão de executividade, mas tem o condão de eficácia. Logo, o TAC está valendo. Para o consumidor, isso significa que ele deverá ainda abraçar a ideia do meio ambiente, da sustentabilidade, e procurar uma alternativa para que não leve o saco plástico”, disse o vice-presidente da Apas, Roberto Longo.
OAB contesta decisão

Para a Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP), a lei obriga, sim, o fornecimento de meios gratuitos para que o consumidor consiga levar os produtos para casa. “O Código de Defesa do Consumidor obriga qualquer fornecedor a prestar serviços adequados”, disse o presidente da Comissão de Direito e Relações de Consumo da OAB-SP, José Eduardo Tavolieri de Oliveira. “Pressupõe que o consumidor tem direito de receber dos estabelecimentos meios para acondicionar os produtos e voltar com tranqüilidade e segurança para casa.” Com o fim do TAC, ele afirma que os consumidores não só podem como devem procurar o Procon.
Procon diz que vai analisar
A Fundação Procon diz que irá analisar com o Ministério Público documento elaborado pela Apas com uma alternativa às sacolinhas. Caso a proposta não seja adequada, “os supermercados deverão oferecer uma alternativa ao consumidor” para levar as compras.
Conselho do MP exige alternativa
O Conselho Superior do Ministério Público diz que a Apas “deve encontrar uma forma de proteção ao consumidor, diante da possível necessidade de retirada das sacolas plásticas descartáveis do mercado de consumo”.
Juíza obriga distribuição

A juíza Cynthia Torres Cristófaro, da 1ª Vara Central da capital paulista, determinou nesta segunda-feira (25) que os supermercados voltem a distribuir, no prazo de até 48 horas, embalagens "adequadas e em quantidade suficientes" gratuitamente.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

UM POUCO DE HUMOR

Millôr Fernandes



Milton Viola Fernandes, ou simplesmente Millôr Fernandes, nasceu no Rio de Janeiro, em 16 de agosto de 1923, e morreu lá mesmo, em 27 de março deste ano da Graça de nosso Senhor Jesus Cristo, de 2012.
Desenhista, humorista, dramaturgo, escritor, jornalista, entre muitas outras ocupações, aventurou-se em diversas áreas da comunicação, como jornalismo, literatura, artes, teatro, cinema e até esporte, sempre ou quase sempre com raro humor e sátiras tão impiedosas quanto exatas e engraçadas.
Ainda criança, entre os anos 1955 e 1960, lia O CRUZEIRO enquanto esperava minha vez no salão de barbeiro pertinho de casa. O Pif-Paf e O Amigo da Onça (este de Péricles) constituíam meu interesse. 
Millôr, sempre engraçado, mas extremamente simples para um menino como eu, fazia-se entender, graças à simplicidade de seus artigos e tiradas de humor. Numa delas, lembro até hoje, deixava registrado:

"E depois de rezar o Pai-Nosso, a menininha, posta a dormir pela mamãe, perguntava:
- Mamãe, quando eu morrer, eu vou pro céu?
- Vai, filhinha!
- E você, quando morrer, vai pro céu?
- Vou, filhinha!
- E o papai, quando morrer, vai pro céu?
- Vai, filhinha!
- E o Juquinha, meu irmãozinho, quando morrer, também vai  pro céu?
- Vai, filhinha!
- E a vovó, quando morrer, vai pro céu?
- Vai, filhinha! Mas agora, fecha os olhinhos e dorme.
- Mamãe, mamãe, e o Totó, meu cachorrinho, quando morrer vai pro céu?
- Vai, filhinha! responde a mãe, já cansada de tantas perguntas, mas agora, durma que já se faz tarde!
A menininha, porém, está ansiosa demais, e pergunta:
- Mamãe, e o Seu Anacleto, quando morrer, vai pro céu?
- Sim, filhinha! O Seu Anacleto, o Seu Antonio, o vizinho aqui do lado, a nossa empregada, todo mundo vai pro céu, mas agora, por favor, filhinha, feche os olhinhos e durma.
- E a vaca do Seu Anacleto?
- Não! responde a mãe, já exasperada.
- Ih, mamãe! preocupava-se, então, a menininha, nós vamos ter que ir ao inferno comprar leite?"

quinta-feira, 21 de junho de 2012



Relato da ex-Paquita Patrícia do programa da Xuxa 


Meu nome é Patrícia,  e encontro-me no momento quase sem forças, mas pedi para a enfermeira Dane, minha amiga, escrever esta carta que será endereçada aos jovens de todo o Brasil, antes que seja tarde demais: 


Eu era uma jovem "sarada", criada em uma excelente família de classe média alta de Florianópolis. Meu pai é Engenheiro Eletrônico de uma grande estatal e procurou sempre para mim e para meus dois irmãos dar tudo de bom e o que tem de melhor, inclusive liberdade, que eu nunca soube aproveitar. 


Aos 13 anos participei e ganhei um concurso para modelo e manequim para a Agência Kasting e fui até o final do concurso que selecionou as novas Paquitas do programa da Xuxa. Fui também  selecionada para fazer um Book na Agência Elite em São Paulo. 


Sempre me destaquei pela minha beleza física; chamava a atenção por onde passava. Estudava no melhor colégio de "Floripa", o Coração de Jesus. Tinha todos os garotos do colégio aos meus pés. 


Nos finais de semana freqüentava shoppings, praias, cinema, curtia com minhas amigas tudo o que a vida tinha de melhor a oferecer às pessoas saradas, física e mentalmente. 


Porém, como a vida nos prega algumas peças, o meu destino começou a mudar em outubro de 2004. Fui com uma turma de amigos para a OKTOBERFEST em Blumenau. Os meus pais confiavam em mim e me liberaram sem mais apego. Em Blumenau, achei tudo legal, fizemos um esquenta no "Bude", famoso barzinho na Rua XV. 


À noite fomos ao "PROEB'" e no "Pavilhão Galego'" tinha um show maneiro da Banda Cavalinho Branco. Aquela movimentação de gente era "trimaneira''. Eu já tinha experimentado algumas bebidas; tomava escondido da minha mãe o Licor Amarula, mas nunca tinha ficado bêbada. Na quinta feira, primeiro dia da OKTOBERFEST, tomei o meu primeiro porre de CHOPP. 


Que sensação legal! Curti a noite inteira "doidona", beijei uns 10 carinhas, inclusive minhas amigas colocavam o CHOPP numa mamadeira misturado com guaraná para enganar os "meganha'", porque menor não podia beber; mas a gente bebeu a noite inteira e os otários não percebiam. 


Lá pelas 4h da manhã, fui levada ao Posto Médico, quase em coma alcoólico, numa maca dos Bombeiros.. Deram-me umas injeções de glicose para melhorar. Quando fui ao apartamento quase "vomitei as tripas", mas o meu grito de liberdade estava dado. No dia seguinte aquela dor de cabeça horrível, um mal estar daqueles como tensão pré-menstrual. No sábado conhecemos uma galera de São Paulo, que alugaram um apê no mesmo prédio. Nem imaginava que naquele dia eu estava sendo apresentada ao meu futuro assassino. Bebi um pouco no sábado, a festa não estava legal, mas lá pelas 5:30 h da manhã fomos ao apê dos garotos para curtir o restante da noite. Rolou de tudo e fui apresentada ao famoso baseado "cigarro de maconha" que me ofereceram. 


No começo resisti, mas chamaram a gente de "Catarina careta", mexeram com nossos brios e acabamos experimentando. Fiquei com uma sensação esquisita, de baixo astral, mas no dia seguinte antes de ir embora experimentei novamente. O garoto mais velho da turma o "Marcos", fazia carreirinha e cheirava um pó branco que descobri ser cocaína. Ofereceram-me, mas não tive coragem naquele dia. 
Retornamos a "Floripa" mas percebi que alguma coisa tinha mudado, eu sentia a necessidade de buscar novas experiências, e não demorou muito para eu novamente deparar-me com meu assassino "DRUGS". 


Aos poucos, meus melhores amigos foram se afastando, quando comecei a me envolver com uma galera da pesada, e sem perceber, eu já era uma dependente química, a partir do momento que a droga começou a fazer parte do meu cotidiano. 


Fiz viagens alucinantes, fumei maconha misturada com esterco de cavalo, experimentei cocaína misturada com um monte de porcaria. Eu e a galera descobrimos que misturando cocaína com sangue o efeito dela ficava mais forte, e aos poucos não compartilhávamos a seringa e sim, o sangue que cada um cedia para diluir o pó. 


No início a minha mesada cobria os meus custos com as malditas, porque a galera repartia e o preço era acessível. Comecei a comprar a "branca" a R$ 10,00 o grama, mas não demorou muito para conseguir somente a R$ 20,00 da boa, e eu precisava de no mínimo 5 doses diárias. 


Saía na sexta-feira e retornava aos  domingos com meus "novos amigos". Às vezes a gente conseguia o "Extasy", dançávamos nos "Points" a noite inteira e depois... farra! 


O meu comportamento tinha mudado em casa, meus pais perceberam, mas no início eu disfarçava e dizia que eles não tinham nada a ver com a minha vida... 


Comecei a roubar em casa pequenas coisas para vender ou trocar por drogas... Aos poucos o dinheiro foi faltando e para conseguir grana fazia programas com uns velhos que pagavam bem. Sentia nojo de vender o meu corpo, mas  era necessário para conseguir dinheiro. Aos poucos toda a minha família foi se desestruturando. Fui internada diversas vezes em Clínicas de Recuperação. Meus pais, sempre com muito amor,  gastavam fortunas para tentar reverter o quadro. Quando eu saía da Clínica agüentava alguns dias, mas logo estava me picando novamente. Abandonei tudo: escola, bons amigos e família. 


Em dezembro de 2007 a minha sentença de morte foi decretada; descobri que havia contraído o vírus da AIDS, não sei se me picando, ou através de relações sexuais muitas vezes sem camisinha. Devo ter passado o vírus a um montão de gente, porque os homens pagavam mais para transar sem camisinha. 


Aos poucos os meus valores, que só agora reconheço, foram acabando, família, amigos, pais, religião, Deus, até Deus. Tudo me parecia ridículo. 


Meu pai e minha mãe fizeram tudo, por isso nunca vou deixar de amá-los. Eles me deram o bem mais precioso que é a vida e eu a joguei pelo ralo.  Estou internada, com 24 kg, horrível, não quero receber visitas porque não podem me ver assim, não sei até quando sobrevivo, mas do fundo do coração peço aos jovens que não entrem nessa viagem maluca... Você com certeza vai se arrepender assim como eu, mas percebo que é tarde demais pra mim. 


OBS.: Patrícia estava internada no Hospital Universitário de Florianópolis, onde veio a falecer. Era desejo seu ter a presente carta publicada.